A derrota do Corinthians frente ao Goiás por 4x1 não estava nos planos da comissão técnica, dos jogadores e muito menos da torcida que colocou trinta e cinco mil pessoas no PACAEMBU para acompanhar a volta do atacante Ronaldo Fênix aos gramados.
Mas ela, a derrota, será decisiva para o planejamento do restante da temporada.
Finalmente sem possibilidades de conquista do Campeonato Brasileiro os jogadores poderão ser dispensados de férias mais cedo que as demais equipes.
Este resultado representa quase vinte dias a mais de preparação para a próxima temporada. O sistema já foi utilizado no ano passado quando o time havia conquistado antecipadamente o Campeonato Brasileiro da série B e deu férias para seus principais jogadores no meio de Novembro.
O resultado foi um time melhor preparado para disputar as competições do primeiro semestre, alias o time ganhou tudo que disputou no primeiro semestre.
Chega de improvisações
A derrota para o Goiás também foi importante para que o técnico Mano Meneses perceba que não tem um elenco tão versátil.
Depois de atuar vários jogos no 4-3-3 ele repentinamente começou a atuar num 3-6-1.
É possível entender a intenção do Mano com esta formação:
-Balbuena faria uma função de marcação e auxiliaria Alessandro na direita quando o time tivesse a posse de bola. A mesma função seria feita com Diego pelo lado esquerdo.
-Os dois alas teriam muita liberdade para atacar os fortes laterais Victor e Julio César do Goiás.
-Dois volantes poderiam armar o jogo e chegar bastante ao ataque, pois não teriam que se preocupar tanto com a marcação, afinal tem três zagueiros lá atrás.
Não vejo problemas nesta formação, mas para atuar com esta formação seria necessário que os jogadores tenham características para exercer as funções definidas, porém:
-Taticamente Jucilei e Elias não tinham função definida. Marcelo Mattos ficou sobre carregado protegendo a zaga enquanto os dois se revezavam na armação de jogo.
-Convenhamos que nenhum deles tenha talento para exercer esta função. Os dois são bons condutores de bola, para armação seria necessário algum jogador com essa característica. Exemplo Boquita.
-Os laterais também estão acostumados a atacar com tanto ímpeto devido o time sempre jogar com três atacantes.
-Juntando isto com Dentinho jogando recuado para armar jogo e um atacante totalmente fora de forma isolado na frente era fácil prever a derrota.
Com uma substituição Mano quase arrumou tudo.
Devido à saída do Big Chico por lesão o atacante Bill entrou. (No ataque. É verdade, ele não foi improvisado na zaga ou no gol).
Os laterais voltaram para laterais, Dentinho voltou para a ponta esquerda e o time conseguiu marcar um gol e dar certa pressão no Goiás. Mas nessa hora a vaca já tinha deitado como diria o ótimo Antônio Edson
Não vejo o Corinthians refém do 4-3-3, como o São Paulo é do 3-5-2. O problema esta nas diversas improvisações que o técnico tenta fazer.
Podemos pegar o jogo Corinthians e Santos para ilustrar melhor isso.
Balbuena foi escalado de lateral esquerdo e Jucilei de lateral direito para que o Moradei pudesse jogar na cabeça de área.
O time estava totalmente perdido, mas bastou o Mano colocar Marcelo Oliveira na esquerda para que as coisas se arrumassem.
Balbuena voltou para sua função de lateral direito e Jucilei voltou para sua função de primeiro volante. E o Corinthians virou o jogo.
A derrota para o Goiás mostrou os caminhos para o time no futuro e quem sabe desta vez o Corinthians esteja organizado para encarar a Libertadores.

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