As lágrimas de Jonas

Foto: Daniel Marenco  - ClicRBS

Foto: Daniel Marenco - ClicRBS

No último domingo, ao fazer o quinto gol na goleada contra o Fluminense, Jonas não resistiu e permitiu que as lágrimas saíssem pela emoção do momento especial que vive no Grêmio. Nada mais justo, visto que o atacante quase se tornou um vilão naquele jogo e saiu como herói. Do pênalti perdido, quando Tcheco deveria ser o cobrador oficial, Jonas saiu como artilheiro do Campeonato Brasileiro após 25 rodadas, com 13 gols, ao lado de Adriano do Flamengo.

Essa trajetória de virada e superação é algo que vem simbolizando Jonas em toda a sua história no Grêmio. Depois de uma temporada discreta em 2007, o atacante foi emprestado à Portuguesa para a disputa do Brasileirão 2008, quando marcou 10 gols, mais do os atacantes gremistas na competição; insuficiente, porém, para livrar a Lusa do rebaixamento.

Quando voltou ao Olímpico para esta temporada, Jonas estava na lista dos dispensáveis, junto com Ramon, Tadeu, Peter, Nunes e Bruno Teles. Tudo indicava que o atacante seria transferido a outro clube, segundo o então diretor de futebol André Krieger, que pediu demissão após a eliminação do Grêmio na Libertadores.

Mesmo assim, Jonas ficou no Grêmio, mas como patinho feio. Para a parte da torcida, Alex Mineiro, Herrera e Maxi López era os principais atacantes, enquanto Jonas era apenas uma opção de banco. Apesar disso, atacante gremista seguiu comendo pelas beiradas e assim foi ganhando o seu espaço e se firmando no time titular.

Mas Jonas ainda levaria mais uma pancada do futebol. Depois de surpreendente gol perdido contra o Boyacá Chicó pela Copa Libertadores da América, o jogador gremista foi chamado pelo jornal espanhol Mundo Deportivo de pior atacante do planeta. Ainda assim, ele não desistiu de mostrar o seu valor ao Grêmio.

Jonas é um atacante normal, que surpreendentemente pode errar os gols mais fáceis e fazer os mais difíceis. Porém são compreensíveis as suas lágrimas, pois para chegar à artilharia do Brasileirão e ganhar o respeito da maioria da torcida tricolor, ele teve que superar obstáculos para isso.

Embora não seja excepcional, Jonas vem calando os críticos e está realizando uma caminhada bonita no Grêmio na temporada 2009. Será que se Jonas fizesse parte do Grêmio em 2008, o então time de Celso Roth perderia o título brasileiro para o São Paulo? Essa é uma pergunta que jamais será respondida. Mas uma coisa é certa, ele é melhor atacante do que Perea, Marcel, Soares e Morales.

Kleber se complica gratuitamente


Foto: Sebastião Moreira, EFE

No futebol profissional é inevitável que um jogador tenha que atuar em outro clube que não seja o seu de coração. Aliás, isso é o que mais ocorre atualmente, podendo acontecer até mesmo entre clubes locais.

No Rio Grande do Sul, onde a rivalidade entre Grêmio e Internacional é extremante acirrada, já houve colorado jogando no lado azul e gremista no lado vermelho. Exemplos disso são Tinga e Fábio Rochemback respectivamente. Apesar disso, ambos ganharam o respeito das duas torcidas.

É legítimo que Kleber tenha carinho pelo Palmeiras, clube em que viveu a sua melhor fase e onde obteve status de ídolo da torcida alviverde. E não há necessidade nenhuma de esconder isso a ninguém, principalmente porque Cruzeiro e Palmeiras não são rivais locais.

Porém se trata de falta de bom senso o que o atacante fez no último final de semana. Será que em nenhum momento Kleber imaginou o mal-estar que causaria ser pego em festa da Mancha Verde, dias antes de um confronto decisivo entre Cruzeiro e Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro? É difícil acreditar na tamanha ingenuidade do atacante cruzeirense, mas a sua existência ficou comprovada.

Como se poderia prever, a imprensa esportiva abordou o tema, com direito à capa do jornal Lance!. Assim como era de se esperar que a torcida cruzeirense chiasse a mais esta atitude, somada a outras em que Kleber insinuava sobre o seu desejo de retornar ao Palestra Itália.

O resultado era mais que esperado. Kleber, pressionado por todos os lados, fez uma partida apagada na derrota do Cruzeiro contra o Palmeiras em pleno Mineirão e, ao ser substituído por Wellington Paulista, recebeu uma sonora vaia da torcida cruzeirense. Um dia depois, o jogador diz que deseja sair da Toca da Raposa.

Não se nega que Kleber é um atacante de enorme potencial no futebol brasileiro. Apesar de polêmico, qualquer torcedor gostaria de vê-lo no seu time. Mas falta inteligência ao jogador, pois além de extrapolar com excesso de cartões, também comete deslizes com a torcida do próprio clube. No final, Kleber caiu numa armadilha criada por ele mesmo. E isso pode ter consequências na sua carreira profissional.

Rumo a Libertadores...

fonte: timaonoar.blogspot.com
Não adianta fazer essa cara porque é tudo verdade

A derrota do Corinthians frente ao Goiás por 4x1 não estava nos planos da comissão técnica, dos jogadores e muito menos da torcida que colocou trinta e cinco mil pessoas no PACAEMBU para acompanhar a volta do atacante Ronaldo Fênix aos gramados.

Mas ela, a derrota, será decisiva para o planejamento do restante da temporada.
Finalmente sem possibilidades de conquista do Campeonato Brasileiro os jogadores poderão ser dispensados de férias mais cedo que as demais equipes.

Este resultado representa quase vinte dias a mais de preparação para a próxima temporada. O sistema já foi utilizado no ano passado quando o time havia conquistado antecipadamente o Campeonato Brasileiro da série B e deu férias para seus principais jogadores no meio de Novembro.

O resultado foi um time melhor preparado para disputar as competições do primeiro semestre, alias o time ganhou tudo que disputou no primeiro semestre.


Chega de improvisações

A derrota para o Goiás também foi importante para que o técnico Mano Meneses perceba que não tem um elenco tão versátil.
Depois de atuar vários jogos no 4-3-3 ele repentinamente começou a atuar num 3-6-1.

É possível entender a intenção do Mano com esta formação:

-Balbuena faria uma função de marcação e auxiliaria Alessandro na direita quando o time tivesse a posse de bola. A mesma função seria feita com Diego pelo lado esquerdo.
-Os dois alas teriam muita liberdade para atacar os fortes laterais Victor e Julio César do Goiás.
-Dois volantes poderiam armar o jogo e chegar bastante ao ataque, pois não teriam que se preocupar tanto com a marcação, afinal tem três zagueiros lá atrás.

Não vejo problemas nesta formação, mas para atuar com esta formação seria necessário que os jogadores tenham características para exercer as funções definidas, porém:

-Taticamente Jucilei e Elias não tinham função definida. Marcelo Mattos ficou sobre carregado protegendo a zaga enquanto os dois se revezavam na armação de jogo.
-Convenhamos que nenhum deles tenha talento para exercer esta função. Os dois são bons condutores de bola, para armação seria necessário algum jogador com essa característica. Exemplo Boquita.
-Os laterais também estão acostumados a atacar com tanto ímpeto devido o time sempre jogar com três atacantes.
-Juntando isto com Dentinho jogando recuado para armar jogo e um atacante totalmente fora de forma isolado na frente era fácil prever a derrota.

Com uma substituição Mano quase arrumou tudo.
Devido à saída do Big Chico por lesão o atacante Bill entrou. (No ataque. É verdade, ele não foi improvisado na zaga ou no gol).
Os laterais voltaram para laterais, Dentinho voltou para a ponta esquerda e o time conseguiu marcar um gol e dar certa pressão no Goiás. Mas nessa hora a vaca já tinha deitado como diria o ótimo Antônio Edson

Não vejo o Corinthians refém do 4-3-3, como o São Paulo é do 3-5-2. O problema esta nas diversas improvisações que o técnico tenta fazer.

Podemos pegar o jogo Corinthians e Santos para ilustrar melhor isso.
Balbuena foi escalado de lateral esquerdo e Jucilei de lateral direito para que o Moradei pudesse jogar na cabeça de área.
O time estava totalmente perdido, mas bastou o Mano colocar Marcelo Oliveira na esquerda para que as coisas se arrumassem.
Balbuena voltou para sua função de lateral direito e Jucilei voltou para sua função de primeiro volante. E o Corinthians virou o jogo.

A derrota para o Goiás mostrou os caminhos para o time no futuro e quem sabe desta vez o Corinthians esteja organizado para encarar a Libertadores.




Meninos do Wenger

goonerfans.com
E o prêmio de melhor professor do ano vai para... Wenger


Como compensar a falta de um atacante finalizador? Essa foi à pergunta mais feita pelos torcedores do Arsenal após a ida do togolês Adebayor para o Manchester City.
Mesmo sem uma peça de reposição o técnico Arsene Wenger parece ter encontrado a solução.

Ao invés de concentrar a responsabilidade de gols em um jogador, o Arsenal divide esta responsabilidade entre todo seu elenco. Até o momento doze jogadores balançaram as redes adversárias nos oito jogos oficiais disputados na temporada, três pela Liga dos campeões e cinco pelo Campeonato inglês, sendo que o artilheiro da temporada é o zagueiro Vermaelen com quatro gols.

Para conseguir esta variação de finalizadores o técnico do Arsenal utiliza um sistema 4-6.
Isso mesmo, todos os jogares que jogam a frente da linha de defesa formada por Gallas, Vermaelen, Sagna e Clichy têm liberdade para atacar.

É muito comum observar Fabregas, Diaby, Song ou Denilson chegando no meio da área para finalizar jogadas laterais feitas por Bendtner ou Eduardo que na teoria deveriam estar enfiados no meio da área.

Enquanto isso, os jogadores que fariam à função de segundo atacante Nasri, Walcott e principalmente Arshavin e v. Persie tem função de voltar para o meio de campo e fazer a armação das jogadas.

Apesar desta mobilidade, o time do Arsenal continua irregular como nas temporadas passadas e isso será resolvido apenas com o tempo.

Oposto do Milan que conta apenas com jogares de bengala, o Arsenal conta com muitos meninos que ainda não saíram das fraldas e talvez sua principal estrela, Fabregas, não esteja a fim de esperar estes promissores jogadores adquirir experiência para fazer frente ao Big Two (Antes era Big Four, mas como Arsenal e Liverpool não estão fazendo frente a ninguém, decidi deixar só o United e o Chelsea. O Blog é meu e eu faço minhas regras. blz?).

Em entrevistas recentes o volante afirmou estar cansado de disputar competições sem chance de ganha-las, porém se ele tiver paciência e olhar ao redor verá que o Manchester United e o Chelsea contam com elencos envelhecidos e terão que passar por grandes reformulações nos próximos dois anos.

Assim duas forças que passam por este processo de reformulação nesta temporada, Arsenal e Manchester City, serão as equipes a serem batidas em um futuro próximo.


Passeio

Ontem à tarde tivemos a oportunidade de ver mais uma vez o jogo de pura correria imposto pelo Arsenal, desta vez contra o Wigan. O resultado foi 4x2 com gols de Vermaelen (2), Eduardo e Fabregas.

O time garantiu com esse resultado o melhor ataque da competição e mesmo sem Nasri e Walcott lesionados, parece que o Arsenal vai se virando muito bem na Liga e no Campeonato Inglês.

Arma anti Barça...

fonte: fcbarcelona.com
Essa foto está desatulizada, ainda faltam duas taças ganhas no último mês.
bv
Depois de ganhar todos os títulos disputados deste a última temporada, a equipe do Barcelona mostrou neste meio de semana que não é imbatível.

No jogo contra a Inter de Milão, válido pela 1ª rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa, o time espanhol ressaltou sua grande fraqueza.

Basta o adversário apenas se defender e desistir de atacar. Pronto! Para os que queriam a fórmula mágica eu encontrei.

O jogo do Barça não se encaixa contra equipes que utilizem defesas baixas (entendam baixas como defesas que não sobem até o meio de campo para marcar os atacantes).

O sistema de jogo, implantado por Frank Rijkaard e melhorado por Pep Guardiola, funciona perfeitamente nos jogos contra times do campeonato espanhol onde todos jogam fazendo linha de impedimento quase no meio de campo.

Basta uma troca de passes com qualidade para que os jogadores apareçam livres frente a frente com o gol.

Não é tudo tão simples assim, mas é clara a dificuldade que o Barça encontra contra equipes que venham de outra escola de futebol.

Vejam três exemplos disso:

2009/2010 – Liga dos Campeões - Inter 0 x 0 Barcelona: Um dos jogos mais fracos dos últimos anos. O Barça encontrou um adversário que apesar de jogar em casa priorizou a defesa, aliás, se contentou em apenas se defender. O time italiano concentrava sua marcação na entrada da área e assim diminuía o espaço para as jogadas de ataque do Barcelona.
O que foi mais surpreendente neste jogo foi o desespero do Barça nos momentos de pouca criação ofensiva. Tudo no ataque se resumia a cruzamentos para a área.
Nesse momento eu reparei que não são apenas nossas equipes tupiniquins que começam a tentar chuveirinhos no final dos jogos que estão indo para o limbo.

2008/2009 - Liga dos Campeões – Chelsea 1 x 1 Barcelona: Os times ingleses têm como característica fazer uma marcação com duas linhas de quatro. Os jogadores vão catando cavaco e depois começam uma coreografia. Ops... Isso era um pedaço de outro post que estou escrevendo no meu blog de dança.
Mas recapitulando, os times ingleses adotam um sistema de marcação semelhante ao espanhol. As defesas jogam muito avançadas, porém a grande diferença está no de meio de campo.
Enquanto equipes espanholas jogam com um volante e contenção e três jogadores na criação, as equipes inglesas jogam com quatro jogadores marcando e atacando.
Isso dificultou muito para o Barça que não encontra espaços para que suas trocas de bola rápidas pelo meio sejam incisivas.
No final deste jogo o Barça se classificou por causa do gol marcado fora de casa aos 47 do segundo tempo.

2006/2007 – Mundial Interclubes - Internacional x Barcelona: O Barcelona jamais esperaria enfrentar uma equipe brasileira jogando toda recuada. Para os que se lembram bastou um contra ataque para que o espetacular Adriano Gabiru estabelecesse a primeira crise da era Rijkaard/Ronaldinho.

Perfeição na Espanha

Como citado acima as dificuldades do Barcelona estarão em escolas diferente da Europa, na Espanha tudo continua na rotina.

No jogo finalizado há poucos minutos o Barcelona derrotou a equipe do Atlético de Madrid por 5 x 2 e segue com 100% de aproveitamento. Três jogos três vitórias.

Para os que acompanharam a partida assistiram um jogo sem graça nenhuma. Depois que o Barça fez 4 x 0 no primeiro tempo dava até de los colchoneros.

Nesta partida também foi possível ver a inversão de posição entre Ibrahimovic e Henry.
Pep Guardiola parece não estar satisfeito com o desempenho de Ibra como centroavante.

Seria esta uma pequena amostra de arrependimento por ter deixado Eto’o sair para comprar um jogador com características tão diferentes?

Dunga e Maradona: origens semelhantes como treinadores, mas caminhos opostos

Fonte: GloboEsporte.com
Maradona tira algumas dúvidas com Dunga

Dunga e Maradona se encontraram mais uma vez no maior clássico de seleções do planeta. Mas pela primeira vez como técnicos de suas seleções. Apesar de haver equilíbrio nas estatísticas quando ainda eram jogadores, com uma vitória de cada lado e um empate, não há como comparar a habilidade dos dois. Maradona foi um dos maiores jogadores de todos os tempos no futebol.

Mas como técnicos, parece que ocorre o inverso. Dunga está a anos à frente de Maradona. E o jogo em Rosário comprovou isso. Enquanto o ídolo argentino roia as unhas, como um claro sinal de incapacidade para mudar os rumos da partida, o Capitão do Tetra seguia calmo e via a sua seleção ganhar sem maiores dificuldades.

Os dois treinadores têm a mesma origem duvidosa nessa carreira. O técnico da seleção brasileira nunca havia passado pelo cargo antes de ser anunciado pela CBF, ao mesmo tempo em que Maradona apenas teve passagens curtas como treinador do Mandiyu (1994) e depois no Racing (1995), mas nada que lhe dê maiores credenciais para essa função.

Quando Dunga foi chamado para a vaga de treinador, após o fiasco da Copa do Mundo de 2006, muitos estranharam e colocaram em dúvida a sua permanência em longo prazo. Principalmente quando Felipão ainda fazia sombra ao técnico brasileiro.

Já Maradona foi o contrário. Uma vez anunciado para assumir o comando técnico da Argentina, junto com Carlos Bilardo, parecia que a seleção seguiria um rumo semelhante à de 1986. Mas o que vemos da Argentina é desorganização dentro e fora de campo. A saída de Riquelme já deu os primeiros sinais desse problema. E dentro de campo, Maradona coleciona resultados vexatórios, como o histórico 6x1 contra a Bolívia.

A atual seleção da Argentina é uma caricatura se comparada com seu passado glorioso, com uma defesa frágil e um ataque desorganizado. Mascherano era sobrecarregado na marcação e se via obrigado a fazer faltas em Kaká. Verón e Maxi Rodriguez não ajudavam como deveriam nessa função, ao mesmo tempo que Dátolo e Messi apenas se preocupavam em atacar e nada mais.

Enquanto a seleção de Maradona segue rumo a um futuro incerto, o Brasil de Dunga é marcado pela consistência tática, com sistema defensivo sólido (como há anos não se via) e ataque eficaz.Mesmo assim, talvez o técnico brasileiro nunca seja uma unanimidade, por ainda não ter uma carreira em longo prazo como treinador, por fazer algumas convocações estranhas (como a de Afonso) e ou por prestar insuportáveis entrevistas coletivas, caracterizadas pela eterna mágoa com a imprensa.

Mas os fatos comprovam o seu bom trabalho. Na Era Dunga, o Brasil fez 47 jogos, sendo que obteve 33 vitórias, 10 empates e 4 derrotas, além de títulos da Copa América e Copa das Confederações, vaga antecipada para Copa do Mundo de 2010 e vitórias convincentes contra Argentina, Uruguai, Itália e Portugal. Inclusive, Dunga já coleciona três vitórias sobre nossos hermanos e apenas um empate.

O Brasil segue tranquilo e seguro de si. Por essa razão é a melhor seleção do mundo neste momento. Ao contrário da Argentina, que ainda tem confrontos complicados contra Paraguai e Uruguai fora de casa. Apesar da camisa pesar nessas horas, desde 1970 a seleção argentina esteve tão ameaçada de ficar fora de uma Copa do Mundo. Por tudo isso, a vitória do Brasil em solo argentino não foi nada surpreendente. Apenas seguiu a ordem natural dos fatos.

Lei Kakuta

Fonte: zimbio.com
Bosman e Pelé deixam seu legado para Kakuta


Os grandes clubes europeus sempre conseguiram dar um jeitinho de adquirir jogadores promissores para suas categorias de base.

Hoje é quase impossível apontarmos algum grande jogador que tenha sido formado por pequenos clubes da Europa.

Isto não é por acaso. A Fifa deixou uma brecha muito grande quando implementou a lei Bosman em 1995.

A lei que deu vários direitos aos jogadores (Estar livre no final do contrato e poder jogar em qualquer clube como comunitário) não se preocupou estabelecer regras para proteger os clubes quanto ao assedio de suas revelações.

A única clausula para jovens estabelecia fala que um jogador menor de dezesseis anos não poderia assinar um contrato profissional.

Esta falha deu a possibilidade de clubes como o Chelsea e Manchester United coloquem olheiros em todas as partes do globo terrestre e assim que um menino se destaca, já recebe uma proposta.

A palavra correta não é proposta e sim ‘oportunidade’.

Como estes jogadores não podem assinar um contrato, eles ganham mimos que lhes façam trocar de clube.

Os clubes grandes oferecem a estes jovens moradias, bolsas de estudo e uma certeza que depois de completarem 16 anos assinarão um contrato profissional.

Assim os meninos deixam o clube que até aquele momento investia na sua formação para jogar em outra equipe. Na teoria isso não é ilegal, mas é desigual.
Fica impossível um clube pequeno competir com os investimentos de um clube grande.

Talvez buscando arrumar a falha ocorrida 14 anos atrás, a Fifa novamente voltou a interferir em uma transferência, mas desta vez beneficiando os clubes.

O Chelsea foi multado em 130 mil euros além de ficar proibido de inscrever novos jogadores nas próximas duas janelas de transferências.
Tudo isso por ter aliciado (ter dado, casa comida e roupa lavada) ao jovem francês Gael Kakuta que estava nas categorias de base do Lens da França.

A decisão da Fifa a favor do Lens abre um precedente para que vários clubes comessem a tentar reaver o dinheiro que perderam com a saída de suas “pérolas”.

Casos que serão manchetes nos próximos dias.

O mesmo Chelsea pode estar indo a julgamento nos próximos dias por contratar um jovem francês de 12 anos chamado Boga que pertenciam à categoria de base do Olympique de Marselha.

Outro nome jogador que deixou a França rumo a Inglaterra foi o jovem Paul Pogba, 16 anos, que deixou o Lê Havre para assinar seu primeiro contrato profissional com a equipe do Manchester united.

No Brasil, o ADAP pode entrar com recurso contra o Santos. Para quem não se lembra Jean Carlos Chera, a nova jóia da vila, foi tirada do clube paranaense em 2005 quando tinha apenas 10 anos.

Há males que vem para bem

Fonte: fisherwy.blogspot.com

Abramovic parece estar preocupado com outros investimentos
de
Depois da Fifa proibir o Chelsea de inscrever jogadores para competições europeias, Carlo Ancelotti se vê obrigado a manter o atual elenco e por ventura recorrer à base para suprir alguma necessidade no time principal.

O interessante desta notícia é que a punição feita ao Chelsea acaba indiretamente agradando o dono time. Isso mesmo!!!

Não é de hoje que Roman Abramovic, dono do Chelsea, fala em parar de investir valores exorbitantes em contrações.

A vontade do russo é que apareçam jovens promessas das categorias de base. Assim ele deixaria de gastar tanto dinheiro em contratações e passaria a formar seus craques em casa.

Depois da crise financeira, estima-se que Abramovic tenha pedido cerca de 20,3 bilhões de dólares e não estaria mais disposto a continuar tirando dinheiro do bolso para equilibrar as finanças do clube. (Acho que os gastos foram com a mulher dele, mas de qualquer forma o dinheiro se foi.)

No último balancete apresentado na temporada 2007/2008 a dívida acumulada do Chelsea estava em 65,7 milhões de libras (R$ 213 milhões).

Onde o Chelsea pode chegar?

Atualmente líder do campeonato inglês, quatro jogos e quatro vitórias, o Chelsea tem uma equipe relativamente nova.

Apesar dessa juventude o time é muito forte e já bateu na trave duas vezes recentemente, chegou na final da Liga dos campeões em 2007-2008 e por pouco não ganhou do Barcelona nas semifinais da Liga no ano passado.

Resta saber se jogadores que já demonstraram interesse de deixar o clube no final desta época vão declinar desta decisão.
Casos de Deco, Alex e Ballack que não querem continuar em Londres se não jogarem com maior frequência.

Grêmio decepciona em casa

Foto: Daniel Marenco

O Grêmio jogou muito mal a partida deste sábado contra o Vitória, no estádio Olímpico. Num jogo marcado por diversos erros de passes e atuações para se esquecer dos jogadores gremistas, com exceções como Mário Fernandes, o empate pode ser considerado uma vitória para o time gremista, por causa de uma péssima atuação. Talvez uma das piores em um ano de invencibilidade no estádio Olímpico.

Apesar do resultado não esperado, essa partida foi emblemática. Isso porque Mário Fernandes se consolida cada vez mais no Grêmio. O jovem zagueiro revelado pelo São Caetano mostra que valeu a pena a sua contratação e a paciência por parte da torcida e dirigentes gremistas com o episódio de seu desaparecimento. Numa noite em que até Réver esteve apagado, Mário Fernandes evitou o pior, numa partida impecável. Sem dúvidas, o melhor gremista em campo.

Porém, o zagueiro foi uma das exceções. Souza fez uma das partidas mais horrorosas já vista no Grêmio. O que fora de casa já estava virando um hábito, no Olímpico foi novidade. Além de inócuo no setor ofensivo, o meia ainda perdia bolas bobas no meio-campo, dando o contra-ataques ao Vitória.

Já Adilson seguiu com a mesma displicência. Errava muitos passes e perdia bolas no meio-campo, municiando o ataque baiano. Assim como Souza, o jovem volante fez uma partida para não ser lembrada pelos torcedores. Quanto a Fábio Rochemback, o estreante começou bem, mostrando vontade e chutando a gol, mas cansou no segundo tempo.

Douglas Costa segue como decepção. Quando se imagina que ele enfim vai corresponder toda a expectativa, o meia joga tudo para o alto. Não dá para negar que ele se esforçou nos minutos iniciais, mas comprovou que não tem capacidade para substituir o Tcheco, tão criticado por alguns. Acabou substituído pelo próprio camisa 10, que começara no banco de reservas.

A partir de então vem outro fato emblemático nesta noite de sábado. Trata-se do próprio Tcheco. O meia começou no banco, para alegria de parte da torcida (talvez a minoria). Mas o jogo provou que ele não é o mal do Grêmio, como alguns querem pensar. Antes de sua entrada, o meio-campo do Tricolor não tinha criatividade e muito menos toque de bola. Era um setor nulo.

Após a entrada de Tcheco, o Grêmio passou a dominar o Vitória, mesmo sem grande organização tática e com adversário mais cansado e com um a menos, devido à expulsão de Magal. Mas será que se o nosso camisa 10 começasse o jogo, o placar seria diferente? Não há como comprovar, mas acredito que seria sim.

Para reforçar essa hipótese, foi o próprio Tcheco que fez a assistência para o gol de empate de Jonas, quando o cronômetro apontava 41 minutos do segundo tempo. Assim a partida deste sábado apenas lhe dá mais crédito com a torcida gremista, que gritava o seu nome no Olímpico e o aplaudiu após o apito final. Sem dúvidas, Tcheco saiu fortalecido e foi decisivo para a busca do empate.

O mesmo não se pode dizer de Paulo Autuori. Ainda há uma parcela da torcida que não aceitou as suas substituições no empate de 3x3 contra o Botafogo. Neste jogo, o técnico deslocou Túlio para lateral-direita para entrada de Fábio Rochemback. Mudanças que o time não assimilou. Sem dúvidas, Autuori teve influência no resultado, mas vale a ressalva de que o técnico foi traído por péssimas atuações de Souza, Adilson e Douglas Costa.

O empate foi frustrante, mas não foi ruim pelas circunstâncias do jogo, visto que o Vitória teve mais oportunidades de gols e ainda mandou duas bolas na trave nos cinco primeiros minutos da etapa final. A verdade é que se fosse para haver um vencedor, este seria o Vitória.

Mas esquecendo o “se”, agora o Grêmio precisa pensar em corrigir os erros e buscar mais uma vez a vitória fora de casa, desta vez contra o Náutico. Caso o Grêmio ainda sonhe com G-4, os três pontos desta partida serão imprescindíveis. Caso perca, então chegará a hora de jogar a toalha.


Há vida inteligente na Laranjeiras?


Foto: GloboEsporte.com

Roberto Horcades

No Campeonato Brasileiro 2008, Renato Gaúcho foi demitido do Fluminense, após 18 jogos. Foram 11 derrotas, quatro empates e apenas quatro vitórias. O treinador, que meses antes quase conquistou a Libertadores, deixou o Tricolor Carioca na 19ª colocação.

A diretoria do Fluminense contratou Cuca para buscar a reabilitação no campeonato. O novo técnico começou com duas vitórias, mas não passou disso. Logo depois, o time carioca colecionou sete jogos sem vencer, com cinco empates e duas derrotas. E assim como o antecessor Renato, Cuca deixou o Tricolor na mesma 19ª colocação. O Fluminense somente se salvaria com Renê Simões, mas brigou até o fim contra o rebaixamento.

Um ano depois, vemos praticamente a mesma cena. O Fluminense havia começado o Campeonato Brasileiro com Carlos Alberto Parreira, que não resistiu às más atuações do time. Em seguida, o presidente do clube, Roberto Horcades decidiu apostar no técnico interino Vinícius Eutrópio, mas sem sucesso.

Renato Gaúcho voltou ao Fluminense com o objetivo de tirar o time da zona de rebaixamento, a mesma missão que tinha há um ano, sem êxito algum. Naquele instante, o Tricolor de Laranjeiras amargurava a 19ª colocação, com apenas 10 pontos.

Porém, o treinador não conseguiu recuperar o time. Foram seis derrotas, três empates e uma vitória. Assim Renato Gaúcho deixa o clube na última colocação. E seguindo o mesmo roteiro de 2008, Cuca volta com a mesma finalidade de salvar o Fluminense na luta contra o rebaixamento.

Sinceramente, não há como entender o que ocorre com o Fluminense. No entanto, é mais que compreensível que o Tricolor Carioca esteja caminhando rumo à segunda divisão do futebol nacional.